domingo, 16 de janeiro de 2011

O que é o perdão?

Olá,

Há quem diga que tem sim a capacidade de perdoar.

Será? Será que o verdadeiro perdão é algo para nós mortais?




Já ouvi muitas vezes, quando o assunto é perdão, as pessoas dizerem: 

o   Eu perdôo sim, mas não esqueço; 
o   Eu perdôo sim, mas as coisas nunca voltarão a ser como antes; 
o   Eu perdôo sim, mas fico com o pé atrás; 
o   Jesus mandou perdoar, mas não mandou continuar andando junto; e 
o   Eu perdôo e esqueço.

Afinal de contas, o que é o perdão?



Significado da palavra perdão: deixar de lado, colocar em liberdade, remissão de uma falta, remissão de pena, absolver, renunciar a punição, um ato que acolhe.

Já começa que a palavra remissão no Direito Brasileiro significa extinção da obrigação pela qual o credor perdoa a dívida do devedor, não pretendendo mais exigi - lá.

Só que, no meu entendimento, abrir mão do seu suposto “direito” a “punição” de alguém, não é perdão.

Arrisco afirmar que 90% (noventa por cento) do perdão concedido mundo afora, vem daí, ou seja, muitas vezes as pessoas perdoam no sentido de renunciar qualquer tipo de punição ao suposto “causador de algum mal”.

Já presenciei um caso que a pessoa disse ter perdoado e depois de 15(quinze) anos, jogou a situação na cara da outra pessoa.

A verdade é que muitas pessoas perdoam da boca para fora, pois a cobrança moral (interna e externa) para que se perdoe é enorme.


Não perdoar não é coisa de Deus, não é coisa de gente do bem, não é coisa de gente evoluída, nem de gente esclarecida.

Sem contar que há quem acredita que perdoar dá um status ao “perdoador” (licença poética para criar essa palavra), de pessoa iluminada e do bem. Já ouvi dizer, perdoa para mostrar que você é superior a tudo isso.

Não perdoar é feio perante você mesmo e a sociedade. Sem contar que gera culpa. Ao não perdoar, a pessoa ainda é capaz de se sentir culpada.

Ah, algumas vezes já vi perdão dado, apenas para causar um grande desconforto no “perdoado”. Quer coisa pior que você pisar feio na bola com alguém e esse alguém, além de te perdoar, te oferece a outra mão? Esse perdão está mais com cara de punição do que de perdão, não é?

Digo pior no sentido de que ficamos até meio mal, envergonhados, dentre outras coisas, por nossa atitude indevida com essa pessoa que não só perdoou.

Nesse momento é importante dizer que fazer algo errado ou mal a alguém é bem questionável.



Quantas vezes nem sabemos que causamos algum mal ou mágoa a alguém, simplesmente pelo fato das nossas percepções e princípios serem distintos da outra pessoa?

Tá certo! Há verdades universais sobre o que é certo e errado, mas há tantas outras verdades que são só minhas e são só suas, que dependem de crenças e princípios pessoais.

Oras, para dizer “me perdoa” ou “pode me desculpar?”, o mínimo que se espera é que a pessoa acredite que tenha errado, não é mesmo?

Penso que para ser perdoado, deve existir um real arrependimento da pessoa. Como exigir arrependimento de alguém que acredita não ter feito nada de errado?



Agora, voltando ao significado de perdão, eu penso que perdoar é não punir a pessoa e esquecer não se esquece mesmo, mas a lembrança do que aconteceu não interfere no que você é com a pessoa.

Simplesmente o acontecimento existe, mas não turva mais seu juízo de valor em relação à pessoa, nem faz com que você seja diferente com ela ou sinta algo diferente por ela.

Você lembra sim, mas aquilo não causa em você qualquer impacto, reação ou ressentimento. É uma indiferença à situação.

Perdoar é bom, tanto para quem dá o perdão como para quem recebe. Liberta, a partir do momento que a situação cai na indiferença, pois não acredito no esquecimento.

Porém, para perdoar tem que ser de coração e para receber o perdão deve existir um arrependimento legítimo.   

Essa é a minha opinião.

A minha terapeuta acha que: “Perdoar é não fechar a pessoa nas conseqüências negativas de seus atos”.

Na sua opinião, o que é perdoar e ser perdoado?

Beijos e até o próximo post...



sábado, 15 de janeiro de 2011

Não sou real...


Sentada na beira da praia...
Eu vejo flashes da minha vida...
O tempo é uma ilusão...
O tempo não é real...
Em minha mente, algumas vezes límpida e outras tantas turva...
Eu entro e saio de diversas vidas...
Em diversas dimensões...
Volto ao passado...
Chego ao futuro...
Mas, sobretudo me mantenho no presente...
Faço das minhas lembranças uma máquina do tempo...
E das minhas esperanças, o caminho do meu futuro...
Não sou real...
Não existo aqui ou acolá...
Existo tão somente dentro de mim...
E a partir daí...
Existo no todo...
Em todos os lugares...
Em todas as dimensões...


Observação: Desculpem meu amadorismo...É a primeira vez que faço um texto assim.



Beijos e até o próximo post


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Bar VELOSO - A melhor caipirinha de São Paulo.

Olá,

Pessoal, hoje a postagem é para fazer uma indicação/recomendação de um bar em São Paulo.

Bar Veloso.



Eu fui hoje. Também não conhecia.

Quando você entra no site do bar lá diz 02(duas) coisas interessantes: 

  • Veloso – A melhor caipirinha de São Paulo; e
  • Um bar de homens discretos, onde ninguém aborrece ninguém e cujo maior prazer consiste em falar sem dizer grande coisa. Vinício de Moraes – a respeito do bar Veloso que funcionava no Rio de Janeiro em 1967. 

Veloso é uma homenagem ao bar do Rio de Janeiro. De fato, a melhor caipirinha que já tomei.



A caipirinha de cachaça de lá é fantástica.

Há sabores bem exóticos de caipirinha, tais como:

  • Carambola com manjericão;
  • Limão com gengibre;
  • Tangerina com pimenta; e
  • Outros.



Não posso deixar de recomendar a coxinha e o bolinho de carne deles. É uma delícia.


De fundo, no site, a música do Vinícius – Garota de Ipanema.






Esse bar é irresistível.

Vale conferir.

Rua Conceição Veloso, nº 56, Vila Marina – São Paulo.

Pessoal do bar, obrigada pelo bom papo e pelas boas risadas.

Beijos e até o próximo post...



quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

E ainda assim...pega mulher!

Olá,

Hoje precisei ir até o posto da Receita Federal na hora do almoço, por conta de um probleminha na minha declaração do IR.

Estava eu lá sentada, aguardando minha senha ser chamada (senha de número zilhão e um), quando um fulano atrás de mim fez uma ligação.

Vamos ao conteúdo da primeira ligação do fulano:

E aí mano? Tá afim de ir pra praia esse final de semana?
Ah, para mano. Como assim tá sem dinheiro?
Para! Tá dizendo que não tem 100 conto pra ir pra praia?
Ah, beleza mano. Falou então.

Segunda ligação:

Oiiiiiiiiiiii.....gataaa! Tudo bem? Sabe quem tá falando?
Ah, sabe sim vai?
Sério mesmo que não sabe quem é?
Poxa, esqueceu de mim?
É o Júnior.
Como que Júnior...O Júnior da facul...
Ah, lembrou? Legal.
Então gata, tá afim de ir pra praia comigo esse final de semana?
Como assim não me conhece direito gataaaa...
Ah, não conhece direito porque não quis... você só me deu corte até hoje.
Vamu ae vai? A casa tem piscina e “os caramba”
Chama uma amiga vai?
Pô, não vai dar mesmo brecha pra mim né?
Legal! Então chama essa sua amiga ae.
Te ligo mais tarde.
Beijos.




Terceiro telefonema do fulano.

Ae mano...arruma ai cem conto pra gente descer pra praia.
Já arrumei um esquema “pá nós”.
Tá no papo. Vamu traçar.




Bom, nessa altura eu já estava tentando fazer de tudo para virar para trás e ver a cara do fulano.

Pensei assim: Preciso dar um rosto para esse idiota. E então, virei para trás. Olhando ele, sem abrir a boca, ninguém diria que é esse tamanho idiota.



Sendo assim, ministério da saúde e euzinha advertem: Quem vê cara, não vê idiotice.

Meu Deus do céu...Deus me acuda...Fiquei indignada...

Fiquei me perguntando, como esse fulano, com esse papo idiota, ainda consegue pegar mulher?

Bem, diz a lenda que são as mulheres que escolhem os homens (no final das contas).

Então mulheres, vamos selecionar melhor. Por favor...


Esse tipo de cara merece a guilhotina e morrer virgem. (risos)



Agora, na falta de uma guilhotina...





Beijos e até o próximo post...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Tô me achando e você?

Olá,

Começo essa postagem com a seguinte citação, a saber:

 “Não é que acordei me achando hoje? Agora neguinho me trata mal e eu não deixo. Agora neguinho quer me judiar e eu mando pastar. Dei de achar que mereço ser amada. Caio Fernando Abreu”


Tô me achando...

Acredito que isso sirva para qualquer situação e momento da vida, não só para questões afetivas.

Tudo tem um limite e esse limite deve ser colocado por nós.

Muito mais do que isso, as pessoas devem respeitar o limite que colocamos.

Afinal, lembrem-se: as pessoas só fazem o que efetivamente permitimos.

Esse poder é nosso...

Vale dizer que quando começamos a colocar limite nas situações e pessoas, as reações não são muito boas, na grande maioria das vezes.

Você corre o risco de ser chamado, dentre outras coisas, de egoísta.  

Não é por menos, não é mesmo?

Quando você começa a se valorizar (como merece), ter sua individualidade, se respeitar, alguns NÃOS aos outros são inevitáveis, aliás essenciais e fundamentais.


Sendo assim, estou numa fase que estou me achando, porque não estou aceitando qualquer coisa, de nada e de ninguém. Não, não é intolerância. É limite.

E você? Já colocou os limites que são importantes na sua vida?

É libertador...


Beijos e até o próximo post...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Sex and the City – Ai que delícia…

Olá,

Hoje vamos descontrair. Falar um pouco de bobagem.

É pessoal, temos que trabalhar o lado branco e o lado negro da força (risos). Dualidade de sentimentos existe.

Não adianta ignorar o nosso lado negro. Ele não vai sumir assim. Temos que reconhecer, acolher e libertá-lo.

Vamos brincar um pouco com ele (lado negro), em nossas imaginações.




Então vamos lá.

Tá bom, tá bom. Eu sei, eu sei.

É eu sei. No fundo e usando a razão eu sei. É MUITO FEIO DAR O TROCO EM ALGUÉM.



É verdade sim, concordo com vocês, dar o troco é coisa para gente pouco evoluída, pouco esclarecida e todas essas coisas.

Hã? Ah, isso também. Não é coisa de gente espiritualizada não, nem do bem. Verdade.




Também não é coisa de gente educada, tampouco elegante ou intelectualizada.

Só que há momentos... Poxa, como há momentos em que a nossa vontade é dar o troco sim.




Não sejamos hipócritas. Quem nunca quis dar um troquinho... de leve, coisinha pouca em alguém?

É, naquela pessoa que foi sacana com você sabe? Então...




Vejam que delíciaaaaa esse troco... SAMANTHA descobre que seu namorado a traiu e ...

...ai que delíciaaaa...




Demais, né?  Fala a verdade...(risos)...


Beijos e até o próximo post...

Vocação – O chamado interno.

Olá,

Primeiramente, digo que a fonte principal da minha inspiração para escrever esse texto foi a vocação do meu amigo Victor Stefani.

Não posso dizer que a vocação dele foi recentemente descoberta, mas apenas recentemente exteriorizada por ele, ao mundo (explico isso mais adiante).

Sua vocação é a fotografia! Muito mais do que isso, a arte de fotografar.




Vale esclarecer que acredito, dentre outras coisas, que tudo emana de dentro de nós (dos nossos corações e almas).

Partindo desse ponto, eu penso que a Vocação é, na sua essência, um chamado interior.

O chamado é algo que se sente e não se explica. É algo que envolve e atrai involuntariamente. É uma sensação calorosa que toma conta do seu ser e passa a te nutrir/alimentar.

É algo que ecoa do lugar mais profundo, límpido e belo da sua alma.

Ah, o chamado! Ele não te dá sossego até que você o siga e flua com ele vida a fora.


O chamado atendido liberta! 

Ele quer sair e se materializar para o mundo.

Ele é uma voz que se repete e insiste, até que você o acompanhe. Ele não desiste de você, mesmo que você tenha desistido dele.

O chamado é algo que se não atendido, chega a causar um desconforto, um desassossego dentro do seu coração.

Quando atendido, sua alma se mistura com aquilo que você passa a fazer ou a executar, a partir dele.

Ao longo da vida, temos diversos tipos de chamados nos convidando o tempo todo. Basta parar e ouvir.


Quando você atende seu chamado, você sente que está fazendo a coisa certa e que está no lugar certo. Não há sentimentos de desajustes, nem dúvidas. Simplesmente flui e todo o resto é mera conseqüência.

Por tudo isso, penso que a vocação do Victor para fotografar sempre esteve dentro dele, mas só agora ele a libertou.

Desde então, temos o prazer de apreciar e compartilhar a sua arte, a FOTOGRAFIA.

Eis, a origem da palavra “vocação”: ela vem do verbo latino “vocare”, que quer dizer “chamar”. A vocação é, portanto, um chamado. (fonte: Wikipédia)

A vida nos convida a ouvir e seguir nossos chamados, o tempo todo.




Vejam o trabalho dele, os detalhes, o capricho, enfim sua vocação:



Ao Victor, meus parabéns por ouvir e seguir...seu chamado interior.

E você? Qual é o seu chamado?   

Beijos e até o próximo post...